Artista Cristiano Mangove brás dá segunda vida ao lixo com escultura feitas de material reciclados
Artista:Mongove
A reciclagem surge por via de um projecto ambiental levado a cabo pelo artista.Começou observando atentamente o fenómeno lixo alguns bairros, muitas vezes sem sentido e sugerindo um certo absurdo das sociedades modernas.
Mangove retrata a necessidade da realidade angolana de protegermos de mosquitos, mas também alargar sua imaginação para o mundo inteiro que precisa de protecção, a viver casos como o vírus do ébola, as guerras, o sida e a decadência ecológica.esses problemas se levantam na sua arte como forma de apelo, e do próprio ouvimos que os problemas dos outros também são da responsabilidade dos que sobram.
As escultura primeiro eram revestidas por colheres e no lugar da cabeça era de moto (farol e direcção). Agora a vestimenta muda porque quis ir além da reciclagem, abrangendo o ferro e o plástico queimado .porque faz sentido para ele levar o lixo de Luanda viajar para como objecto artístico, pensando como é que nós poderíamos dar algum valor ao nosso lixo.
A Máscara Mwana Pwo é originária
do grupo etnolinguístico Cokwe. Ela simboliza a mulher ou rapariga, sobretudo
esta que floresce e garante a procriação, em suma a continuidade da sociedade
na qual está inserida. Sob o ponto de vista da Cultura Cokwe, ela encarna a
ancestralidade feminina.
A Máscara Mwana Pwo
é exibida nas manifestações culturais, danças tradicionais do grupo étnico
Cokwe, nas grandes manifestações culturais entre as quais a mukanda
(circuncisão masculina). É feita em madeira esculpida nalguns casos pode ser feita
de resina (raras vezes). Portanto, os homens que a usam, usam seis postiços e
uma tira de pano que as cobre-o muya wa ciyanda (cito de ciyanda), tudo para
simbolizar a mulher que tem e exerce um papel de destaque na sociedade Cokwe.
A mascara Mwana pwo é uma
mascara viva, integrada na comunidade, faz-se presente em ocasiões especiais
para educar, proteger e guiar os membros da sociedade Cokwe. Tal como nos
referimos nos pontos anteriores, ela esta associada as cerimonias rituais de
iniciação masculina ou Mucanda, onde desempenha um papel preponderante, a única
mascara feminina da grande hierarquia das mascaras Cokwe é um intermediário
entre os jovens iniciados ou tundanje (singular do Candaje) e as suas mães, das
quais são separados por longos períodos. Na aldeia Mwanapwo apresenta-se
dançando no terreiro, para entretenimento de toda a comunidade que celebra esta
passagem.
Depositários da memória
colectiva, aqueles mascarados que vivem na profissão de bailarinos, realizam
exibições itinerantes pelas povoações vizinhas, ajudando a cantar a história do
seu povo.
Fazendo parte do grupo das
mascaras de dança Akixi a Kuhangana- durante a sua exibição, Mwana pwo da vida
as noções espirituais de grande significância. O seu rosto, sabiamente talhado
por um mestre dentro dos padrões estéticos da escultura Cokwe, é sempre a
revitação de um rosto de Mulher por ele eleito, dada a beleza dos seus traços.
Nesses rostos o escultor inscreve uma complexa representação de significados e
simbolismo ligados a fecundidade, ao género e ao cosmos no nariz o traço
Kacongo, sob os olhos e lágrimas ou masoxi, nas faces as marcas circulares
lumba, no queixo a tatuagem mipila e na testa o motivo cruciforme que a
distingue, ou cingelengele. Dançando de forma peculiar onde deve imperar a contenção
e a elegância, executa pequenos movimentos, enfatizados na zona da cintura pelo
uso do ‘'Cinto'' de dança Muaya wa cyanda.
A Mwana pwo cabe perpetuar as
qualidades femininas consideradas pelos Tucokwe; a fertilidade, a beleza, a
força da juventude e a delicadeza nas atitudes.
A sua dança afastada dos
modelos convencionais do espectáculo teatral onde a coreografia é
pré-estabelecida e as performances são ensaiadas, constitui uma forma de
expressão e comunicação em renovação permanente que conjuga elementos
infra-estruturais da vida social do grupo.
O inicio da produção
cinematográfica em Angola tem como base a atracção pelo “exotismo” das
paisagens, povos, costumes e culturas locais, bem com os registo do crescimento
e desenvolvimento do império colonial português em África.
O filme o caminho de ferro de
benguela, realizado por Artur pereira em 1913,é o primeiro datado de cinema em
Angola. Até ao final dos anos 1940, a agência geral das colónias e as “missões
cinematográficas a Angola “, produzem uma serie de documentários –exposição
provincial, agrícola, pecuária e industrial(1923); chipinica, soba do
diolo, preparação do café, riquezas do
amboim, Angola económica (1929)- e a primeira longa- metragem de ficção : o
feiticeiro do império (1940), de António Lopes Ribeiro.
Durante as décadas de 1950
e1960, merecem registo documentários como ensino em angola (1950) de Ricardo
Malheiro, Angola em marcha (1952) de Felipe de Solms, a terra e os povos (1954)
de António Sousa ,a serie actualidades de Angola (1957-1961) de João silva ,e o
romance do luachimo (1968) de Baptista Rosa. Entre outras entidades
responsáveis pelo acervo fílmico sobre o território , estão O Serviço
Cartográfico do Exercito, o centro de informação e turismo de angola (cita),a
Telecine- moro e a Cinangola filmes.
O documentário Angola , na guerra
e no progresso (1971), do tenente Quirino Simões, foi o primeiro filme
português em formato de 70mm. É no período da guerra colonial que se regista o
maior número de produções de ficção, com destaque para A Voz do Sangue (1965)
de Augusto Fraga, capitão singrid (1967) de Jean Leduc, um italiano em Angola (1968)
de Ettore Scola, esplendor Selvangem (1972) de António Sousa , Malteses,Burgueses
e às vezes …(1973) de Artur Semedo ou enquanto há guerra há esperança (1974) de
Alberto Sordi.