domingo, 24 de maio de 2015

Arte angolana na Expo Milão 2015

                                                                                                                                                        Arte 

Lixo de Luanda ganha vida 

Artista Cristiano  Mangove brás dá segunda vida ao lixo  com escultura feitas de material reciclados

                                          Artista:Mongove


                    A reciclagem surge por via de um projecto ambiental levado a cabo pelo artista.Começou observando atentamente o fenómeno lixo alguns bairros, muitas vezes sem sentido e sugerindo um certo absurdo das sociedades modernas.  
               
                   Mangove retrata a necessidade da realidade angolana de protegermos de mosquitos, mas também alargar sua imaginação para o mundo inteiro que precisa de protecção, a viver casos como o vírus do ébola, as guerras, o sida e a decadência ecológica.esses problemas se levantam na sua arte como forma de apelo, e do próprio ouvimos que os problemas dos outros também são da responsabilidade dos que sobram.
                 
                    As escultura  primeiro eram revestidas por colheres e no lugar da cabeça  era de moto (farol e direcção). Agora a vestimenta muda porque quis ir além da reciclagem, abrangendo o ferro e o plástico queimado .porque faz sentido para ele levar o lixo de Luanda viajar para como objecto artístico, pensando como é que nós poderíamos dar algum valor ao nosso lixo.           

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Mwana Pwó

               






    A Máscara Mwana Pwo é originária do grupo etnolinguístico Cokwe. Ela simboliza a mulher ou rapariga, sobretudo esta que floresce e garante a procriação, em suma a continuidade da sociedade na qual está inserida. Sob o ponto de vista da Cultura Cokwe, ela encarna a ancestralidade feminina.
                          
               A Máscara Mwana Pwo é exibida nas manifestações culturais, danças tradicionais do grupo étnico Cokwe, nas grandes manifestações culturais entre as quais a mukanda (circuncisão masculina). É feita em madeira esculpida nalguns casos pode ser feita de resina (raras vezes). Portanto, os homens que a usam, usam seis postiços e uma tira de pano que as cobre-o muya wa ciyanda (cito de ciyanda), tudo para simbolizar a mulher que tem e exerce um papel de destaque na sociedade Cokwe.
                  
         A mascara Mwana pwo é uma mascara viva, integrada na comunidade, faz-se presente em ocasiões especiais para educar, proteger e guiar os membros da sociedade Cokwe. Tal como nos referimos nos pontos anteriores, ela esta associada as cerimonias rituais de iniciação masculina ou Mucanda, onde desempenha um papel preponderante, a única mascara feminina da grande hierarquia das mascaras Cokwe é um intermediário entre os jovens iniciados ou tundanje (singular do Candaje) e as suas mães, das quais são separados por longos períodos. Na aldeia Mwanapwo apresenta-se dançando no terreiro, para entretenimento de toda a comunidade que celebra esta passagem.
                       
      Depositários da memória colectiva, aqueles mascarados que vivem na profissão de bailarinos, realizam exibições itinerantes pelas povoações vizinhas, ajudando a cantar a história do seu povo.
                    
         Fazendo parte do grupo das mascaras de dança Akixi a Kuhangana- durante a sua exibição, Mwana pwo da vida as noções espirituais de grande significância. O seu rosto, sabiamente talhado por um mestre dentro dos padrões estéticos da escultura Cokwe, é sempre a revitação de um rosto de Mulher por ele eleito, dada a beleza dos seus traços. Nesses rostos o escultor inscreve uma complexa representação de significados e simbolismo ligados a fecundidade, ao género e ao cosmos no nariz o traço Kacongo, sob os olhos e lágrimas ou masoxi, nas faces as marcas circulares lumba, no queixo a tatuagem mipila e na testa o motivo cruciforme que a distingue, ou cingelengele. Dançando de forma peculiar onde deve imperar a contenção e a elegância, executa pequenos movimentos, enfatizados na zona da cintura pelo uso do ‘'Cinto'' de dança Muaya wa cyanda.
                           
           A Mwana pwo cabe perpetuar as qualidades femininas consideradas pelos Tucokwe; a fertilidade, a beleza, a força da juventude e a delicadeza nas atitudes.

                  
           A sua dança afastada dos modelos convencionais do espectáculo teatral onde a coreografia é pré-estabelecida e as performances são ensaiadas, constitui uma forma de expressão e comunicação em renovação permanente que conjuga elementos infra-estruturais da vida social do grupo.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Cinema em Angola


            O inicio da produção cinematográfica em Angola tem como base a atracção pelo “exotismo” das paisagens, povos, costumes e culturas locais, bem com os registo do crescimento e desenvolvimento do império colonial português em África.
                 O filme o caminho de ferro de benguela, realizado por Artur pereira em 1913,é o primeiro datado de cinema em Angola. Até ao final dos anos 1940, a agência geral das colónias e as “missões cinematográficas a Angola “, produzem uma serie de documentários –exposição provincial, agrícola, pecuária e industrial(1923); chipinica, soba do diolo,  preparação do café, riquezas do amboim, Angola económica (1929)- e a primeira longa- metragem de ficção : o feiticeiro do império (1940), de António Lopes Ribeiro.
                   Durante as décadas de 1950 e1960, merecem registo documentários como ensino em angola (1950) de Ricardo Malheiro, Angola em marcha (1952) de Felipe de Solms, a terra e os povos (1954) de António Sousa ,a serie actualidades de Angola (1957-1961) de João silva ,e o romance do luachimo (1968) de Baptista Rosa. Entre outras entidades responsáveis pelo acervo fílmico sobre o território , estão O Serviço Cartográfico do Exercito, o centro de informação e turismo de angola (cita),a Telecine- moro e a Cinangola filmes.  
                  O documentário Angola , na guerra e no progresso (1971), do tenente Quirino Simões, foi o primeiro filme português em formato de 70mm. É no período da guerra colonial que se regista o maior número de produções de ficção, com destaque para A Voz do Sangue (1965) de Augusto Fraga, capitão singrid (1967) de Jean Leduc, um italiano em Angola (1968) de Ettore Scola, esplendor Selvangem (1972) de António Sousa , Malteses,Burgueses e às vezes …(1973) de Artur Semedo ou enquanto há guerra há esperança (1974) de Alberto Sordi.